quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Entoces a gente poderia arreuni?





Moro em Brasília desde os 7 anos, tenho conhecido tantas pessoas especiais nessa minha vida: que lutam por um mundo mais justo, que se esforça para ajudar o outro, que se esforça para entender os mistérios da vida. Muitas lutas, muitas finalidades, e eu às vezes me revolto com algumas, mas quem sou eu? Eu sei das regras? Não. Melhor ficar calada! ou falar e realmente descobrir que estou errada! Uma vez li num livro em que o professor de teologia explicava para a aluna o porque de o foco da igreja católica dever ser os pobres e oprimidos, e não, para onde vamos, quem somos nós, quais são as regras para entrar no céu e etc. Devido a ela dizer que a classe média também tinha problemas - problemas existências que mereciam atenção. Ele lhe falou: realmente, os dois problemas merecem atenção, mas um tem prioridade sobre o outro, quem tem o problema da fome, se não comer, vai morrer logo logo, enquanto que alguém com problemas existenciais, provavelmente não. Também ouvi uma amiga dizer que a umbanda vem curar os problemas das pessoas ocasionados por sua forma de vida e o espiritismo vem para ensinar as regras/ leis de como andar na linha. Lembro que há uns 2 mil anos atrás os católicos já diziam isso. Tenho pouca leitura sobre o espiritismo, mas o que conheço acho conservador e elitista. Será que só isso basta? Penso nas aulas de licenciatura da faculdade, da construção do sujeito sócio-histórico-cultural, da alienação, opressão a qual sofremos, das dúvidas antigas quanto ao homem nascer bom e ser corrompido pela sociedade ou ser mal e corromper a sociedade ou neutro. Pendo mais para o lado dele ser neutro, mas e as crianças superdotadas? e a questão da reencarnação? e crianças que mesmo não conhecendo os pais, tem comportamentos bastante parecidos com os deles? É difícil pensar em tantos grupos excluídos. E o motivo disso. O marxismo parece uma resposta mais, demasiadamente, mais coerentes, do que as de que temos que superar nossos limites, e que cada um recebe de acordo com o que merece. Somos muitos com vontade de mudança, será que não vale a pena pensar num mesmo foco? mas aí entra a questão das diferenças, dos vários caminhos e visões: do religioso, do comunista, do anarquista, do estudante, do intelectual, do revolucionário, do líder social, do hippie, do alternativo. Como é que faz? Não percebemos um mesmo inimigo, assim, não tentamos eliminá-lo, e então, nos espalhamos para corrigir os erros, limpar a sujeira, etc.

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