sexta-feira, 6 de março de 2015

O valor da linguagem





      Neste vídeo ele prossegue abordando sobre o valor da linguagem no mercado acadêmico -nas ciências, na literatura, na história e no mercado de trabalho.
      Com essas ilimitadas funções ditas no vídeo anterior, Fiorin ressalta "É muito pouco transformar a linguagem em algo que se resume a certo ou errado [...]o erro está ligado às esferas de circulação que são históricas, sociais que, como dizia Baktin, conectam a linguagem à vida" e mais, só para revisar, "a linguagem faz perceber o mundo, serve para transmitir informações, para influenciar e ser influenciado, para manter e criar laços sociais, é uma forma de ação no mundo, exprime uma identidade para o indivíduo e para o grupo,tem uma dimenção no sonho, na utopia, na política, assim, ser linguísta ganha uma transcendência e uma importância muito grante, por que é desse objeto que tem esse significado para os seres humanos que nós nos preocupamos" (FIORIN, 2012).

Afinal, para que serve a linguística???





        Fiorin nos fala, com sua voz gostosamente gesticulada, de quanta curiosidade a linguagem desperta na sociedade e como intensamente é sua presença em nós- nas nossas relações com o outro, conosco, com nossa história e percepção de mundo. Quanto á sua importância, relembra o quão antiga é a reflexão sobre ela, e afirmar ser em todas as sociedades, nos mitos sobre a sua origem e em como ocorreu sua diversificação.Elenca, também, algumas das múltiplas serventias dela: influenciar e ser influenciado, categorizar e apreender o mundo, transmitir informações, expressar a subjetividade, objetivar nossas sensações, manter laços sociais, falar da própria linguagem (metalinguagem), formar uma identidade social, criar outras realidades e até para não dizer nada.

"As experiências históricas de uma comunidade linguística criam determinados conceitos, esses conceitos só existem por meio de palavras, e uma vez criado, tornam-se coercitivos para qualquer indivíduo que fale uma língua que passa a apreender o mundo daquela maneira" (Fiorin, 2012).